Assassinar Sinwar não deterá o fim do sionismo e a libertação da Palestina
Nota pública da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal)
Yahya Sinwar, líder político do Hamas, ascendeu ao martírio
Yahya Sinwar, líder político do Hamas, ascendeu ao martírio em combate com a gangue assassina de mulheres e crianças palestinas, autodenominada “israel”, defendendo sua terra e a terra de todos os palestinos.
Aliás, Sinwar não era originalmente de Gaza. Assim como 73% dos 2,3 milhões de palestinos em Gaza, Sinwar era um refugiado. Seus pais foram expulsos de casa pelos sionistas na Nakba, a limpeza étnica da Palestina entre 1947 e 1951.
Nascido no campo de refugiados de Khan Younis em 1962, Sinwar cresceu vendo pelas grades deste que é o maior campo de concentração e extermínio da história, Gaza, o vilarejo de seus pais, al-Majdal Asqalan (atualmente com o nome fantasia “Ashkelon” após a colonização sionista)
Sinwar passou mais de 20 anos sequestrado e preso nas masmorras israelenses. Libertado em 2011 em troca de prisioneiros, Sinwar assume o papel de liderança no enclave palestino em 2017 e a liderança do escritório político do Hamas em agosto de 2024, após assassinato de Ismail Haniyeh por “israel” em Teerã.
Considerado o arquiteto político da operação de autodefesa em 7 de outubro de 2023, Yahya Sinwar pavimentou um novo caminho de resistência, recolocando a causa palestina no mapa com um recado claro ao mundo: não haverá paz sem justiça para o povo palestino.
Ao contrário do que os sionistas e seus vassalos da imprensa ocidental venderam por mais de um ano, Yahya Sinwar não estava “em um túnel cercado de reféns e seguranças”, mas, sim, morreu de armas em punho, na linha de frente da resistência contra os genocidas de Tel Aviv, estes armados pelos igualmente assassinos e covardes de Washington, Londres e Berlim.
Enquanto os covardes, como Netanyahu e seus sócios no genocídio palestino, sairão direto dos bueiros em que se escondem direto para a latrina da história, Sinwar será lembrado como mártir e herói do povo palestino, ao lado de figuras como Yasser Arafat e Sheikh Izz El-Din Qassam, e de todos que rejeitam viver sob o jugo colonial, genocida, racista, supremacista de “israel” na Palestina.
O povo palestino tem a primazia de ser dono do próprio destino, da sua vitória e de sua invencibilidade. Enquanto os palestinos são assassinados para impedir que o ocaso do projeto colonial sionista na Palestina, que conta seus dias finais, os palestinos são reconhecidos em todo o mundo como vítimas de um extermínio televisionado e um povo heróico e invencível.
Um povo que nunca saiu de suas terras e resistiu a todos os impérios coloniais e ocupações que lá passaram. E dessa vez não será diferente. O povo palestino seguirá em suas terras, mesmo enfrentando o maior e mais sanguinário império que se tem notícia: os Estados Unidos, que guerreia por meio de um procurador, a gangue genocida autodenominada “israel”, os maiores assassinos da história.
A Palestina será livre, em nosso tempo de vida, do genocídio, da colonização, do racismo, do supremacismo, da ocupação, do apartheid. Do sionismo. Do Rio ao Mar. De Gaza a Galileia.
Palestina Livre a Partir do Brasil, 17 de outubro de 2024, 77º ano da Nakba.
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